Por Jacqueline Pacheco
Temo tanto em dizer-te estas palavras
Temo tanto sufocar-te de amor
A ânsia consome minh'almaA vontade de ti devora-me a carne
E a saudade dilacera-me os sentidos
Sonho contigo noites e dias
Não sei quando os olhos estão cerrados
Ou abertos, arregalados
Pois que tu povoa-me a visão
E tão completamente que se torna real
Matéria, presença, proximidade, toque
A distância se apaga como por encanto
Surge o gosto, o cheiro, o hálito, o calor
Surge a união de nossos corpos
Tu, enfim... em mim e tão somente
Em meus sonhos, devaneios, desejos
E nas lembranças, esperanças e anseios
Tu! Que me tem há muito e por inteira
Que ferve-me a pele ao pronunciar meu nome
E me conforta a alma ao abraçar-me o corpo
És tu... Mas temo tanto em dizer-te tais palavras
Embora o meu silêncio grite que te amo.
Maravilhosa, Jacque! bjao
ResponderExcluirMuito legal!
ResponderExcluirBela poesia. gotei bastante =)
ResponderExcluir"Embora o meu silêncio grite que te amo."
ResponderExcluirNossa! Lindo!