Falaram-me tanto sobre como as flores murchariam depois de um ou dois dias...Sobre como a escultura que construímos desmoronaria à primeira grande onda
Ou sobre como um vento forte levaria embora o que visse pela frente...
Veja, era mentira. Ou um engano. Ou um agouro. Ou uma dor na parte de trás dos braços.
Ou o quinto pecado capital dando às caras.
Há mais força que no início. Mais amor. Mais carinho.
Há ainda mais paixão. Mais cuidado. Mais de tudo que é bom.
Por que o que nos une é maior.
Maior que nós mesmos, inclusive.
E o tempo, tão curto na verdade, parece-nos grande.
Pois vivemos um ao outro com uma intensidade infinita.
O que temos é bonito. É verdadeiro. É real.
E dura. Há de durar...



